21 de dez de 2010

Mescla

Eu tenho um álbum de fotos no Orkut , em que eu dediquei a todos que considero de profunda relevância em minha vida. Mas, será mesmo que todos merecem? Será mesmo que todos me devotam a lealdade como eu imagino? Ou será que me escondem me esquecem e me usam?


Com toda essa correria da vida, eu passo muito tempo sem rever meus conceitos, sem observar com um pouco mais de calma tudo a minha volta e vou deixando minha vida seguir num fluxo contínuo. Só mesmo uma rasteira em minhas certezas me faz parar.

Levei algumas dessas rasteiras durante meus dezoito anos, tudo porque, eu costumo não confiar muito em todo mundo e começo a selecionar pessoas, portanto a minha relação com o mundo é um pouco menor do que a maioria das pessoas, porém mais intensa em sua pequenez. Essas poucas pessoas as quais eu me comunico com maior afinidade tornam-se ao longo do tempo pessoas confiáveis a meu ver, mas como todo ser humano eu estou propícia a erros de julgamentos e o que eu achava ser valioso e seguro pode ser apenas uma maquiagem de interesses e aleivosias.

Mas onde já se viu, alguém como eu confiar no bicho homem? Esse bicho contraditório que ouço sempre por aí dizer que não suporta traição, mas que em 98% não há um que não tenha traído. Traição em suas inúmeras faces, que se tenta amenizar com sinônimos mais “aceitáveis” , traição de amigo soa mais suave como FALSIDADE, traição de palavras ameniza-se dizendo FOFOCA ,CALÚNIA. Traição de amor troca-se por infidelidade. E assim a vida segue mais “leve”, o peso na consciência é inexistente, e as pessoas traem com sinônimos mais comuns, porque trair mesmo é pesado, e em um mundo cercado por tanta agitação carregar peso está fora de moda. Todo mundo quer mais é beijar na boca e ser feliz daqui pra frente.

Porque no fim o mundo é mesmo isso, é gente querendo ferrar com gente.

Estou amarrando as minhas calças, e colocando as barbas de molho.

É triste deixar de acreditar no outro .

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