5 de jun de 2010


Hoje começo a entender, tudo aquilo que quando mais jovem não compreendia. Sempre vinham me dizer que sentiria saudade dos tempos de colégio, das amizades e da liberdade. 
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Porque a saudade que eu sinto da minha mãe pode ser explicada quando a encontro em casa, a saudade que sinto da minha amiga pode ser explicada pelo abraço, mais a saudade que me dói é a saudade daquilo que não posso saciar.
É a saudade que me impõe impotências.
Saudade doída, dos meus 15 anos e toda a simplicidade que eles me proporcionavam. Saudade do macarrão com creme de leite que eu, Damaris e Fernanda fazíamos em casa e junto com isso, saudade dos nossos encontros e nossas conversas e tudo que aprontávamos mesmo sem aprontar nada.Saudade de chegar da escola e rever o irmão que morava longe. Saudade do tempo que a idade me permitia escorregar no chão da garagem, roer a unha, comer todos os dias sorvete com salgadinho, jogar Nintendo e reunir a galera pra ver jogo da copa do mundo.

Nada disso tem volta, nada disso poderá existir de novo.
Nada disso eu esqueço.
Será mesmo que a vida se resume a isso?
Eterna despedida de nós mesmo?
Saudade é uma palavra cruel.
E cruelmente subscrevo-me

Um comentário:

Löяy Davis.... disse...

O ontem sempre vai ser melhor que hoje, fato! Mas daki um tempo vai estar agradecendo por esse momento de solidão e "liberdade" estranha.
Abraço !